meditations and thinkings

Últimas

A Vida e Os tempos…

Minha caminhada cristã é constituída e dividida por tempos; tempos diferentes que chamo de momentos. Cada momento tem seu crescimento, cada momento tem uma escada a subir, um novo degrau a ser conhecido.

Minha caminhada revela minha inconstância; meus desequilíbrios, fraquezas e imperfeições; oscilações de sentimentos, emoções, estados e intensidade.
A cada milha um momento, a cada quilômetro um crescimento.
Meus distintos momentos não me afastam do meu Senhor, minhas fases não desconstroem minha espiritualidade, pelo contrário, me aproximam em intimidade; mostram minha necessidade do santo e perfeito Mestre. Meus picos e meus vales sempre estão presentes, mas estes não podem arrancar de mim o amor pelo Caminho.

Cristo está em minha caminhada. Cristo está em meus momentos. Cristo não me julga, Cristo estende a mão. Nesta estrada Ele me privilegiou e permitiu entrar, Ele mesmo é o chão onde piso e esperança para onde prossigo.

O livro de Salmo nos mostra inúmeras orações-poesias como reflexo da vida e tempos de seus autores. Homens que sentiram alegrias, tristezas, felicidades, angústias, paz, medos, temores, alívios, perseguições, vitórias, frustações, derrotas, etc. Às vezes quando lemos, observamos um grande paradoxo de um salmo para o outro (exemplo 22 e 23), porém o mais incrível é ver os autores colocando Deus em cada momento e detalhe de suas vidas, mostrando que independente da realidade Deus era a centralidade.  Para os autores Deus era o ar da vida, o fôlego da caminhada.

Nada poderá me separar deste amor que me conduz pelo caminho.

Porém eu não posso usar os tempos como desculpa para vacilar na fé e desapegar de minha crença. Devo fazer como os salmistas, em qualquer que seja o tempo, me prender, aferrar e agarrar em meu Senhor para prosseguir, crescer e subir mais um degrau da escada.

Minha esperança é que eu, um viajante inconstante em inconstantes fases, possa com perseverança, continuar essa caminha proposta na constante presença do meu Senhor.

Convite à Coragem

Também publicado em http://triboj.org  23/05/2011

Desde pequenos somos desafiados a lutar e enfrentar medos, ocasiões complicadas, realidades adversas, situações desconhecidas e circunstâncias difíceis da vida em toda sua dimensão. Somos impulsionados a desenvolver a coragem ou a vivermos escondidos como covardes. Então, isto soa aos nossos ouvidos como uma escolha: ser corajoso ou covarde; coragem ou covardia.

Ser corajoso é ter bravura, raça e ânimo diante a perigos; é ser perseverante e constante em algo difícil de conseguir; é ter firmeza e intrepidez na luta; é enfrentar com ousadia e garra os acontecimentos.

O Reino de Deus é para os corajosos. O Evangelho e sua causa são para os corajosos. A plenitude da vida cristã é para os corajosos. A terra prometida é herança dos corajosos. Porém existe algo que não podemos esquecer: essa coragem que qualifica o seguidor e discípulo de Cristo não vem de si próprio, vem do Espírito Santo; do discípulo vem a vontade, anseio e atitude.

Infelizmente, vemos comumente, cristãos covardes (por opção própria) vivendo encobertos e escondidos em suas decepções, frustações, feridas, medos, angústias, amarguras e outros. Cristãos que se contentam e “sobrevivem” com uma vida medíocre, tendo a oportunidade de mudança e transformação. Essa covardia é uma negação e desprezo de uma benção de Cristo para a vivência saudável/vitoriosa do ser humano. Os covardes constroem as grades da própria prisão.
Percebi com a vida que existem também, aqueles que fazem de pequenos problemas uma dificuldade gigante (mesmo o pequeno e grande serem relativos a cada indivíduo, eu me arrisco). Sofrem e se escondem de pequenos obstáculos como se fossem grandes.
– Seu covarde, melhor mesmo era ter sido jogado em um profundo mar bravo, do que ficar se afogando em um copo d’água.

Precisamos de coragem! Precisamos de coragem para crer em um Deus invisível, para basear e entregar toda nossa vida a Ele. Precisamos de coragem para encarar um Evangelho desafiador, para ser luz e diferença neste mundo. Precisamos de coragem para acreditar e fazer um mundo melhor, um país melhor, uma comunidade melhor, uma pessoa melhor. Precisamos de coragem para denunciar escândalos, corrupções e heresias. Precisamos de coragem para amar sem barreiras e preconceitos, para se doar e render ao amor. Precisamos de coragem para lutar contra nós mesmos, para batalhar contra nosso comodismo e conformismo. Precisamos de coragem para sair das prisões e de qualquer coisa que restringe nossa liberdade imposta pelo mundo e seu príncipe. É preciso coragem.

As palavras de Paulo a Timóteo nos certificam que: “ … Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” (2Tm 1:7).
Deus também ao instruir Josué para o desafio de vida que ele encontraria pela frente, disse: “Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”.

Minha oração diante deste convite à coragem, feito por Deus a seus filhos, é que possamos fazer a indicada escolha que nos qualifica como um de seus seguidores.

Pequenez

Descobri que não sou tão grande quanto pensava.
Descobri que meus braços são mais curtos do que imaginava.
Descobri minha pequenez.

Observei que não posso estar em tudo.
Não consigo fazer de tudo, nem me envolver em tudo que gostaria.
Observei que sou pequeno demais para satisfazer minhas vontades,
e para tentar satisfazer a vontade dos outros.

Percebi que não posso abraçar tudo,
não consigo abraçar todas as pessoas, nem todas as causas.
Percebi minha limitação diante os extensos limites da vida,
frente à grandeza do mundo.

Compreendi o tamanho do meu coração:
pequeno demais para o quanto desejo amar.
Compreendi o tamanho da minha fé:
pouca demais para acreditar.
Compreendi o tamanho da minha mão:
incapaz para trabalhar.

Vi meu pequeno porte para o que gostaria de ter, ver e conhecer.
Vi meu curto alcance do que gostaria de tocar.
O mundo é muito grande para mim,
mas como me esforçaria para lhe solucionar.

Minha casa não pode mais comportar,
minha terra não consegue mais plantar,
meu sol somente um hectare aquecer.
E minha mente, diminuta para revolucionar.

Queria estar mais, fazer mais, dar mais.
Compartilhar tudo, adorar com muito.
Falta tempo, falta braço, falta espaço.

Quero tanto e faço tão pouco, sonho tanto e realizo tão pouco,
desejo tanto e sou tão pouco.
Isso me mostra quem sou: um grande pequeno ser humano.

Amor é atitude!

O amor em todas as suas dimensões é revelado através de atitudes. Amar é praticar o amor; amar é ter atitudes que expõem e comprovam esse amor verdadeiro. Muitíssimo além de declarações, discursos e palavras é o amor. O amor foge da teoria e se encontra na prática. O amor é espelhado neste jogo de palavras:
Um sentimento com atitude, uma atitude com sentimento; um falso sentimento sem atitude, uma verdadeira atitude de um sentimento.

Um sábio Mestre uma vez ensinou que amar é praticar, que quem o amava era quem praticava seus mandamentos.

Como é fácil escutar as palavras “eu te amo” nos dias de hoje sem nenhum recheio verdadeiro e concreto. Essas palavras se tornaram comuns em nosso meio e vida, e sempre as escutamos aqui e acolá. Mas será que essas declarações batem com o verdadeiro sentimento/sentido do amor? Será que todo falatório estaria disposto a fazer e ter atitudes que o confirme?
Já escutei vários “eu te amo” na vida, mas as ações passadas e presentes dos transmissores negam qualquer tipo de aceitação. Talvez seja porque o significado do amor nos dias de hoje esteja parcialmente, e me arrisco, totalmente corrompido e manchado.

Pensando um pouco em relação ao nosso amor a Deus, quantas vezes não declaramos e cantamos nosso amor a Ele, e praticamos ações contrárias à Sua vontade? Quantas vezes não agimos como Pedro que declarou seu amor a Cristo três vezes, mas O negou em atitude momentos antes quando seu Mestre estava diante do sumo sacerdote? O amor a Deus é manifesto em minha atitude, em minha caminhada diária; o amor a Deus é manifestado e não só cantado, manifestado e não só falado. Manifesto praticado, prática manifesta.

Mesma maneira é nosso amor pelo nosso próximo, pais, irmãos, família, marido, esposa, amigos, colegas, etc. Nosso comportamento para com eles, independente de situações e circunstâncias, demonstra nosso verdadeiro sentimento.
Também se aplica a Missões e a Obra de Cristo; muitos amam missões, mas poucos a praticam, muitos dizem que amam os “perdidos”, mas poucos trabalham verdadeiramente para achar diferentes soluções e resultados.
Amor sem atitude é sentimento desfalecido e sem brilho algum!

Quando meditamos na maior expressão de amor de toda a história da humanidade, observamos que o sentimento profundo e intenso não se conteve em apenas palavras – Deus amou o ser humano de tal maneira que deu tudo que tinha de melhor e mais precioso para salvar o homem e revelar seu imenso amor incondicional.

Ame. Pratique seu amor. Demonstre, expresse, aja. Se comporte como amante verdadeiro. Seus sentimentos não podem ser desvinculados de suas atitudes, estão conectados um ao outro.

Para concluir deixo as palavras de João, o apóstolo, em sua primeira carta:
“ Não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.”

Minha oração é para que consigamos viver todas nossas relações de amor com ações e palavras verdadeiras que expressem nosso sentimento.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.